A inflação oficial do Brasil desacelerou em abril e fechou o mês em 0,67%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar da redução em relação a março, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou 0,88%, os preços dos alimentos continuaram pressionando o custo de vida das famílias brasileiras.
No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,39%, permanecendo dentro da meta estabelecida pelo governo federal, que é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O resultado divulgado pelo IBGE ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que previa inflação de 0,69% para abril, conforme estimativa do relatório Focus, do Banco Central do Brasil.
O grupo Alimentação e bebidas teve o maior impacto no índice, com alta de 1,34%, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual da inflação do mês.
Entre os produtos que mais pressionaram os preços estão a gasolina, o leite longa vida, carnes, gás de cozinha e produtos farmacêuticos. A gasolina registrou alta de 1,86%, enquanto o leite acumulou aumento de 13,66% em abril.
Outros alimentos também tiveram forte elevação, como a cenoura, que subiu 26,63%, além da cebola e do tomate.
O grupo de Saúde e cuidados pessoais também apresentou impacto relevante, com alta de 1,16%, influenciado principalmente pelo reajuste nos preços de medicamentos e produtos de higiene pessoal.
O IPCA é considerado o principal indicador da inflação oficial do país e mede a variação dos preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A pesquisa é realizada em diversas capitais e regiões metropolitanas do Brasil.
Mesmo com a desaceleração registrada em abril, economistas seguem atentos ao comportamento dos preços dos alimentos e dos combustíveis, fatores que continuam influenciando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.
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Fonte: News Rondônia