O caso em que o surto de hantavírus afeta cruzeiro e deixa mortos mobiliza autoridades internacionais após a confirmação de infecções a bordo de um navio com cerca de 150 pessoas ainda isoladas.
Três passageiros morreram e outros apresentaram sintomas da doença durante a viagem do navio de expedição MV Hondius, que segue retido próximo à costa da África Ocidental. A embarcação transporta turistas de diferentes nacionalidades, principalmente europeus e norte-americanos.
De acordo com autoridades de saúde, ao menos um caso foi confirmado como hantavírus, enquanto outros seguem em investigação. A doença é transmitida principalmente por roedores, por meio de partículas contaminadas no ar, e pode causar uma síndrome respiratória grave.
Diante da situação, passageiros foram orientados a permanecer em suas cabines como medida preventiva. Equipes médicas trabalham na retirada de pessoas com sintomas mais graves para atendimento em terra.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o risco de disseminação para o público em geral é considerado baixo, mas destacou a necessidade de monitoramento rigoroso dos casos.
O navio não recebeu autorização para atracar em Cabo Verde, e autoridades avaliam alternativas para desembarque seguro em outros locais, como ilhas espanholas. A operadora responsável tenta organizar a repatriação de passageiros e tripulantes.
A origem do surto ainda não foi confirmada. Especialistas apontam como hipóteses tanto a exposição a roedores durante a viagem quanto possível infecção anterior em paradas realizadas na América do Sul.
Os sintomas do hantavírus podem surgir semanas após a exposição e incluem febre, fadiga e, em casos mais graves, complicações respiratórias que exigem suporte intensivo.
O episódio levanta alerta sobre protocolos sanitários em viagens internacionais e reforça a importância da vigilância epidemiológica em ambientes fechados, como embarcações.
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Fonte: News Rondônia