O debate em que Flávio Dino questiona falhas contra fraudes financeiras ganhou destaque após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) levantar dúvidas sobre a atuação conjunta de órgãos responsáveis pela fiscalização do mercado.
Durante audiência pública realizada no STF, o ministro questionou a eficácia da cooperação entre o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na prevenção de irregularidades, especialmente em casos envolvendo fundos de investimento utilizados para lavagem de dinheiro.
Relator de uma ação que discute a atuação da CVM, Dino chamou atenção para possíveis falhas no sistema de controle. Sem citar casos específicos, ele questionou como situações consideradas graves passaram despercebidas pelas instituições responsáveis.
Em tom crítico, o ministro comparou as irregularidades a um “elefante visível”, sugerindo que sinais de fraude seriam evidentes e deveriam ter sido identificados previamente pelos órgãos de fiscalização.
Durante a audiência, representantes do Banco Central afirmaram que há um acordo de cooperação entre as instituições, com reuniões periódicas e obrigação legal de comunicação entre órgãos sempre que irregularidades são detectadas.
Mesmo assim, o ministro reforçou a preocupação com a efetividade dessas ações e destacou os impactos das falhas de fiscalização para a população, especialmente quando há necessidade de utilização de recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ressarcir prejuízos.
Segundo Dino, valores elevados pagos em casos de fraudes acabam sendo absorvidos pelo sistema financeiro, gerando reflexos indiretos para toda a sociedade.
O tema segue em análise no Supremo e levanta discussões sobre a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de controle e integração entre instituições responsáveis pela supervisão do mercado financeiro no Brasil.
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Fonte: News Rondônia