O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, decidiu manter o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto, investigado por suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos públicos na área da saúde. A medida foi tomada de forma individual e segue por tempo indeterminado.
Na decisão, Flávio Dino apontou que o retorno do vice-prefeito poderia comprometer o andamento das investigações. Segundo o magistrado, há risco de interferência direta nos trabalhos e possível uso do cargo para obtenção de vantagens indevidas.
O afastamento foi mantido a pedido da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal. A decisão estabelece que a medida cautelar permanece válida até que deixem de existir os fatores que a justificam.
Outros investigados também seguem afastados
Além de Mário Neto, continuam afastados a secretária municipal de Saúde, Érica Aymoré, e o presidente da comissão de licitação, Walmiglisson Ribeiro. Todos estão proibidos de acessar prédios públicos e sistemas da prefeitura.
O descumprimento das medidas pode resultar em novas restrições, incluindo prisão preventiva, conforme destacado na decisão.
Operação Paroxismo investiga esquema na saúde
As investigações fazem parte da Operação Paroxismo, que apura um suposto esquema de direcionamento de licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro.
Entre os indícios analisados estão pagamentos considerados atípicos, que somam cerca de R$ 3,3 milhões a empresas, além de relatos de retirada de equipamentos e dificuldades de acesso a documentos públicos.
Um dos focos da investigação é a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, obra estimada em cerca de R$ 70 milhões. A Polícia Federal apura possíveis irregularidades em contratos ligados ao projeto.
Impacto político na capital
O afastamento ocorre desde março, quando também foi atingido o então prefeito Antônio Furlan. Posteriormente, ele renunciou ao cargo para disputar o governo do estado.
Com a saída do prefeito e o afastamento do vice, a administração municipal de Macapá segue sob comando interino do presidente da Câmara de Vereadores.
A decisão reforça o avanço das investigações e mantém o cenário político da capital do Amapá sob instabilidade enquanto o caso segue em apuração.
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Fonte: News Rondônia