No distanciamento entre o homem e a terra, a aversão mutila os valores ontológicos da vida em estesia. O silêncio amargo do poder público humilha àqueles que padecem na guerra da fome. Uma fome que continua matando e sepultando os pobres da Amazônia numa guerra que o mundo não conhece ou faz de conta que conhece e nada faz.
Todas as guerras mundiais dizem que passaram, outras guerras continuam amargando o bem viver dos miseráveis da terra em agonia. A vulnerabilidade econômica da Amazônia sacode o mundo, num mundo onde a dor permanece sendo dona da miséria da exclusão.
Essa miserável guerra amazônica que nos mata e nos humilha, continua ceifando os originais e tradicionais modos de vida das coletividades quase mortas e ainda vivas.
Essa desgraça social malevolente é nada mais ou nada menos do que a dor de um capital que convoca homens, mulheres e crianças à sentarem-se no beco sem saída. Essa desgraça ultrapassa territórios e fronteiras, desterrando, matando e grilando o que verdadeiramente é terra da nação.
Nessa afrontosa guerra que provoca calamidade e infortúnio, o calabouço causticante continua ceifando vidas inocentes, como sempre juradas de morte, e como sempre, vidas marcadas para morrer na terra que bravamente conquistou. Essa obstinação esbarra nas capas pretas que geralmente dormem na derrocada das escadas da parcialidade delinquente e doentia.
No delituoso descalabro da fome e da miséria, as minorias étnico-raciais marginalizadas padecem criminosamente no desdém daqueles que afrontam a carta magna, em vez de ensinarem os virtuosos caminhos da cidadania amazônica em derrocada.
Nesse embaciado mundo amazônico, a guerra não cessa como as outras. As guerras da fome, da miséria, da fome e do desterro, continuam matando e enterrando vidas inocentes que simplesmente mendigam apenas uma fatia de pão, e que em resposta recebe um cartucho malevolente que mata o corpo e alma.
Os miseráveis da terra não precisam de advogados que os defendam, não porque não precisam, mas porque não tem como pagar os custos. Apesar disso, ainda existe àqueles que diante da morte em vida, lutam incansavelmente no sentido de defender uma família a ter um pequeno direito a dormir no colo da mãe terra.
Mas não dorme e não sossega. Morrem antes de chegarem na cova, morrem antes de terem o direito à falarem no tribunal honrado dos bem estudados. Mas onde estão àqueles que necessariamente precisam defender os princípios legais da vida humana em existência.
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Fonte: News Rondônia