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Reforma tributária muda cobrança com CBS e IBS

A reforma tributária avançou com a regulamentação da cobrança da CBS e do IBS, trazendo um novo modelo de recolhimento automático de impostos sobre o consumo. A mudança permitirá que os tributos sejam pagos no exato momento da compra, por meio de sistemas como Pix e boleto.
O modelo, chamado de split payment, altera a forma como os impostos são recolhidos no país. Hoje, o valor total é pago ao vendedor, que depois repassa ao governo. Com a nova regra, essa divisão ocorre automaticamente durante a transação.
Na prática, o consumidor não verá diferença no valor final. Em uma compra de R$ 100, por exemplo, parte do valor será enviada diretamente ao governo, enquanto o restante ficará com a empresa. A separação acontece no instante em que o pagamento é processado.
A regulamentação foi publicada pelo Ministério da Fazenda e pelo Comitê Gestor do IBS, com regras alinhadas entre os dois tributos. A CBS será federal, enquanto o IBS será administrado por estados e municípios.
A implementação será gradual. Neste primeiro momento, o sistema valerá apenas para meios de pagamento mais simples e rastreáveis, como Pix, boleto e transferências. Cartões e vouchers serão incluídos em fases futuras.
É importante destacar que o novo modelo não representa taxação do Pix nem incide sobre transferências entre pessoas físicas. A cobrança continua vinculada à emissão de nota fiscal, como já ocorre atualmente.
O sistema prevê dois formatos de cálculo. No modelo padrão, o valor do imposto será definido com base nas informações da nota fiscal. Já no modelo simplificado, será aplicada uma alíquota estimada sobre o total da compra.
Caso haja erro no recolhimento, o sistema prevê correção rápida. Valores retidos a mais devem ser devolvidos em até três dias úteis, enquanto diferenças a menor continuam sob responsabilidade da empresa.
Outro ponto relevante envolve compras parceladas. Nesses casos, o imposto será recolhido proporcionalmente a cada parcela paga, acompanhando o fluxo financeiro da operação.
A reforma tributária também prevê a ampliação gradual do sistema para todos os meios de pagamento e operações, incluindo vendas ao consumidor final. A tendência é que, no futuro, o uso do modelo se torne obrigatório.
O novo formato faz parte da criação de um sistema baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com o objetivo de simplificar a cobrança, reduzir a sonegação e aumentar a transparência tributária no país.
Além disso, o modelo mantém regras específicas para pequenos negócios e setores sensíveis. O Simples Nacional segue sem mudanças estruturais, enquanto áreas como saúde, educação e itens da cesta básica terão tratamento diferenciado.
A proposta também inclui mecanismos de justiça social, como o cashback tributário para famílias de baixa renda, permitindo a devolução de parte dos impostos pagos.
A implementação completa da reforma tributária está prevista para os próximos anos, com início efetivo do novo sistema em 2027. Até lá, o governo aposta em um período de adaptação para empresas e instituições financeiras.
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Fonte: News Rondônia

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