A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré volta ao centro das atenções no Dia do Ferroviário, ao destacar histórias de quem manteve viva a memória de um dos maiores símbolos de Porto Velho. O complexo ferroviário representa não apenas um marco histórico, mas também a base da formação social e econômica da região.
Entre essas vozes está a de Lord Jesus Brown, filho de ferroviário e personagem diretamente ligado à rotina dos trilhos. Sua trajetória se confunde com a própria história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, construída entre 1907 e 1912 e considerada fundamental para o desenvolvimento da Amazônia.
A ferrovia foi responsável por impulsionar o ciclo da borracha, conectar rotas comerciais e atrair trabalhadores de diversas partes do mundo. Esse movimento consolidou o surgimento de Porto Velho e fortaleceu a ocupação da região ao longo dos rios Madeira e Mamoré.
Décadas depois, já em operação regular, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré continuava sendo um eixo essencial para o transporte de mercadorias. Brown relembra a rotina intensa de trabalho, marcada por longas viagens e grande esforço físico. Segundo ele, os trens transportavam produtos como borracha, castanha e gado, conectando comunidades e mantendo a economia ativa.
Com o encerramento das atividades em 1992, o complexo entrou em um período de abandono, com estruturas deterioradas e pouca manutenção. Ainda assim, a ligação de antigos trabalhadores com o local manteve viva a história, mesmo diante das dificuldades.
Nos últimos anos, a revitalização do espaço trouxe uma nova perspectiva para o complexo, que passou a receber visitantes e atividades culturais. A recuperação reforça a importância da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré como patrimônio histórico e turístico.
Para Brown, preservar essa memória é uma responsabilidade coletiva. Ele destaca que a população precisa reconhecer o valor do espaço e manter viva a história que deu origem à cidade.
A lembrança dos ferroviários vai além da nostalgia. Ela representa identidade, pertencimento e um legado que continua influenciando o presente de Porto Velho.
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Fonte: News Rondônia