A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentou uma redução de 16% entre fevereiro e abril de 2026. Segundo dados oficiais, o estoque de pedidos recuou de 3,1 milhões para 2,6 milhões, o que representa 500 mil processos concluídos em apenas dois meses. O anúncio foi realizado pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) em Brasília.
Para manter o ritmo de queda, a presidente do órgão, Ana Cristina Silveira, lançou o programa Acelera INSS. A iniciativa tem como meta reduzir o estoque de benefícios parados há mais de 45 dias para menos de 400 mil em um prazo de três meses. O objetivo final do governo federal é normalizar o tempo de resposta aos segurados, respeitando o prazo legal estabelecido pela Constituição.
Estratégia e reforço de pessoal
O programa Acelera INSS está estruturado em oito eixos operacionais, com foco em três frentes principais para agilizar os atendimentos:
Mutirões: Estão previstas quatro ações nacionais até o final de junho, priorizando perícias médicas e análises de casos complexos.
Contratações: Nomeação imediata de 300 assistentes sociais, convocação de 300 excedentes e anúncio de novo concurso para 2 mil servidores.
Tecnologia: Revisão dos fluxos de trabalho e cruzamento automatizado de dados governamentais para acelerar as concessões.
Ressarcimento de descontos indevidos
O ministro Wolney Queiroz também informou que 4,5 milhões de beneficiários já foram ressarcidos por descontos associativos não autorizados realizados no último ano. O esquema de fraudes foi descoberto pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e CGU, que identificou irregularidades em acordos entre o instituto e entidades de classe. O caso resultou, inclusive, no afastamento de parte da cúpula do INSS no ano passado.
Aposentados e pensionistas que sofreram descontos ilegais entre março de 2020 e março de 2025 podem solicitar a devolução sem recorrer à Justiça. O pedido deve ser feito até 20 de junho pelo aplicativo Meu INSS, site ou pela Central 135. Há também a opção de atendimento presencial em agências dos Correios. Para grupos vulneráveis, como indígenas, quilombolas e idosos acima de 80 anos, o ressarcimento é processado de forma automática na folha de pagamento.
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Fonte: News Rondônia