A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou, na última sexta-feira (24), um transformador de energia elétrica durante uma fiscalização de rotina no município de Itapuã do Oeste, em Rondônia. O flagrante ocorreu na altura do quilômetro 600 da BR-364, quando os agentes abordaram um veículo utilitário ocupado por dois homens. Durante a verificação, os policiais constataram que o condutor não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e transportava o equipamento pesado na carroceria do automóvel.
Ao serem questionados sobre a origem e a nota fiscal do transformador, os suspeitos não souberam prestar esclarecimentos. Diante da inconsistência das informações, a equipe da PRF entrou em contato com a concessionária de energia elétrica local, que confirmou a propriedade do bem e informou que o equipamento havia sido furtado recentemente de uma instalação em área rural. Além do transformador, os policiais encontraram ferramentas específicas para intervenções elétricas, como alicate, chave inglesa, tesoura, corda de carretel e bastão.
Perigo de morte e implicações legais
A retirada de equipamentos diretamente da rede elétrica representa um risco extremo à vida. Segundo Cleyton Dias, coordenador de manutenção da concessionária de serviço público, a manipulação de redes de alta potência por pessoas não autorizadas é uma atitude perigosa, destacando que qualquer descarga elétrica nesses sistemas costuma ser fatal. A ação dos criminosos, além do prejuízo material, poderia ter causado interrupções no fornecimento de energia para produtores rurais da região.
Os dois envolvidos foram presos em flagrante e encaminhados, junto com o material apreendido, à Polícia Judiciária em Porto Velho. Eles deverão responder, em tese, pelo crime de receptação qualificada, conforme previsto no Código Penal. As ferramentas encontradas no veículo reforçam a suspeita de que a dupla possuía conhecimento técnico ou equipamentos adequados para realizar o desligamento e a remoção do transformador da rede elétrica sem causar um curto-circuito imediato.
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Fonte: News Rondônia