Se Liga Rondônia
Se Liga Rondônia

Grupos de reeducação para homens ganham força no combate ao machismo

O enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil tem avançado por meio de grupos de reflexão e programas de reeducação voltados exclusivamente para homens. Especialistas defendem que, para reduzir os índices de agressão, é urgente inserir o público masculino no debate sobre igualdade e responsabilização. O programa “E Agora, José?”, por exemplo, atua com homens que já cometeram violência, promovendo encontros que buscam desconstruir modelos agressivos de masculinidade e melhorar a convivência familiar.
De acordo com o psicólogo Flávio Urra, idealizador do projeto, a maioria dos homens não se enxerga como parte do problema, o que gera resistência inicial. No entanto, após 20 encontros de acompanhamento previstos pela Lei Maria da Penha, os resultados são positivos. Cerca de 2 mil homens já passaram pelo programa, relatando mudanças na forma como exercem os papéis de pais e companheiros. O objetivo é que esses indivíduos compreendam o impacto de suas ações e contribuam para uma mudança real na sociedade.
A desconstrução de estereótipos também ganha espaço no ambiente corporativo e em movimentos globais. O consultor Felipe Requião observa que, nas empresas, o envolvimento das lideranças é fundamental para que o tema não fique restrito a palestras isoladas. Exemplos como o do engenheiro Carlos Augusto Carvalho, que implementa debates sobre masculinidade para seus funcionários, mostram que a reflexão atinge todas as classes sociais. Segundo Requião, um ambiente de trabalho com mais equidade melhora o clima organizacional e a performance da equipe.
Na educação, programas como o “Maria da Penha Vai à Escola” completam dez anos de atuação, agora integrados ao Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. A psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello destaca que a escola é um ponto central para transformar a comunidade e sugere que o letramento de gênero envolva também os pais em reuniões e palestras. Para os especialistas, a construção de comunidades de diálogo, seja no ambiente escolar, nas redes sociais ou em movimentos como o Laço Branco, é o caminho para uma sociedade mais igualitária.
Veja mais notícias


Fonte: News Rondônia

+Notícias

Últimas Notícias