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Correios registram prejuízo de R$ 8,5 bilhões e acumulam 14 trimestres no vermelho

Os Correios fecharam o ano de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões, conforme balanço divulgado pela diretoria da estatal nesta sexta-feira (24). O número revela um agravamento severo na crise financeira da empresa, sendo mais de três vezes superior ao saldo negativo de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024. Segundo a companhia, o desempenho foi fortemente impactado pelo provisionamento de R$ 6,4 bilhões para o pagamento de obrigações judiciais, a maioria ligada a demandas trabalhistas de carteiros e operadores.
O presidente da estatal, Emmanoel Schmidt Rondon, explicou que a empresa vive um “ciclo vicioso”, onde a falta de caixa compromete a operação e afasta novos contratos. No último ano, a receita bruta caiu 11,35%, fechando em R$ 17,3 bilhões. Para tentar equilibrar as contas e garantir o funcionamento das agências, os Correios precisaram captar R$ 12 bilhões em empréstimos junto a bancos públicos e privados, reforçando o endividamento de curto prazo.
Desafios Estruturais e Concorrência
A crise nos Correios é atribuída a uma mudança drástica no mercado logístico. Com a “desmaterialização” das cartas e a expansão de frotas próprias por gigantes do comércio eletrônico, a estatal perdeu o monopólio de fato sobre as entregas rentáveis. Rondon ressaltou que a estrutura de custos da empresa é extremamente rígida, composta majoritariamente por despesas fixas que não podem ser cortadas na mesma velocidade em que a receita diminui.
Plano de Recuperação e PDV
Como parte das medidas de saneamento, os Correios realizaram dois Planos de Demissão Voluntária (PDV). No mais recente, encerrado em abril deste ano, 3.181 funcionários aderiram ao desligamento. A meta inicial da gestão é alcançar 10 mil demissões voluntárias para reduzir a folha de pagamento. Além disso, a empresa iniciou a renegociação de dívidas com fornecedores e a redução de gastos com aluguéis e manutenção de agências físicas.
Prejuízo 2025: R$ 8,5 bilhões.
Passivo Judicial: R$ 6,4 bilhões (55% de aumento em relação a 2024).
Crédito: Aporte de R$ 12 bilhões captado para manutenção operacional.
Cenário: 14 trimestres consecutivos de resultados negativos.
Apesar dos números críticos, o presidente Emmanoel Rondon descartou a privatização da estatal, afirmando que o foco atual é um plano de gestão para tornar a empresa viável até 2027. “Privatização é uma decisão do governo federal. Nosso trabalho é recuperar a integridade da empresa para que ela volte a dar lucro e prestar um serviço de qualidade”, pontuou. O balanço oficial será publicado integralmente no Diário Oficial da União nos próximos dias.
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Fonte: News Rondônia

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