A Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron) completou 33 anos de atuação no último dia 13 de abril. Referência no suporte a cirurgias e no abastecimento da rede pública estadual, a instituição celebrou a data destacando investimentos em tecnologia, segurança e na expansão do acesso aos serviços de coleta.
Criada em 1993, a fundação consolidou-se como peça fundamental para a saúde pública rondoniense. O presidente da Fhemeron, Anilto Funez Jr, ressaltou que a essência do trabalho permanece no incentivo à doação voluntária, lembrando que o sangue é um recurso vital que depende exclusivamente da solidariedade humana.
Inovação e Coleta Itinerante
Entre as principais conquistas recentes da Fhemeron está a implantação de um ônibus adaptado para coleta itinerante. A unidade móvel percorre bairros de Porto Velho, facilitando o deslocamento de voluntários. Além disso, parcerias com a Seosp garantem a reestruturação física dos hemocentros para oferecer ambientes mais acolhedores aos doadores.
Ônibus adaptado para coleta itinerante, facilitando a vida de quem deseja doar
A médica hematologista Ana Carolina Gonzaga enfatizou que a fundação também investe na padronização de serviços com grandes centros nacionais. O atendimento especializado em ambulatórios de hematologia qualifica o suporte tanto para quem doa quanto para os pacientes que recebem as transfusões em todo o estado.
Requisitos e Impacto da Doação
A cada doação, uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. O doador Marcos Antonio Sampaio, voluntário desde o período militar, exemplifica o compromisso da população com a causa. Segundo a Fhemeron, para ser um doador é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg e estar em boas condições de saúde.
É fundamental que o voluntário esteja bem alimentado e descansado no momento da coleta. Homens podem realizar a doação até quatro vezes ao ano, enquanto mulheres podem doar até três vezes, respeitando os intervalos mínimos de segurança. Impedimentos temporários incluem gripes, tatuagens recentes (menos de 12 meses) e viagens para áreas de malária.
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Fonte: News Rondônia