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‘Evitem se relacionar com homens’: fala de chefe de polícia a mulheres causa polêmica

Uma declaração de Dirk Peglow, presidente da Associação Alemã de Policiais Investigadores Criminais, gerou uma onda de debates e críticas na Alemanha nesta semana. Durante uma entrevista à emissora pública ZDF, na última segunda-feira (20), Peglow afirmou que o melhor conselho para as mulheres evitarem a violência seria “não se envolver em um relacionamento com um homem”. A fala ocorreu em um contexto de análise dos dados alarmantes da estatística criminal do país, que revelam um crescimento acentuado na violência de gênero.
Segundo Peglow, os números indicam que o risco de uma mulher se tornar vítima de violência física ou psicológica aumenta drasticamente dentro de relacionamentos domésticos. Ele destacou que, estatisticamente, pelo menos duas mulheres são alvos de homicídio ou tentativa de homicídio diariamente no país. O comentário foi feito após a apresentação de um relatório que aponta um aumento de 8,5% nos casos de estupro, agressão sexual e crimes sexuais de natureza grave em território alemão.
A repercussão da fala foi imediata, levando o investigador a se retratar em uma entrevista posterior ao tabloide Bild, nesta quarta-feira (22). Peglow admitiu que sua declaração foi um “exagero” e que não deveria ser interpretada de forma literal. Ele ponderou que a esmagadora maioria dos homens não é violenta ou criminosa, mas manteve o alerta sobre a gravidade dos dados que mostram que o ambiente doméstico ainda é um dos mais perigosos para as mulheres alemãs.
O episódio também resultou em um clima de hostilidade digital. A apresentadora Dunja Hayali, que conduziu a entrevista original, revelou que tanto ela quanto o policial passaram a receber ameaças e “fantasias violentas” por parte de homens que se sentiram ofendidos com o debate. Enquanto os crimes violentos contra mulheres subiram, o índice geral de criminalidade na Alemanha registrou uma queda de 4,4%, evidenciando que a violência de gênero segue uma tendência oposta e preocupante no país.
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Fonte: News Rondônia

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