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Irã apreende navios no Estreito de Ormuz após anúncio de Donald Trump

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã apreendeu dois navios cargueiros no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (22), intensificando a tensão na principal rota petrolífera do mundo. As embarcações detidas, Epaminondas (bandeira da Libéria) e MSC Francesca (bandeira do Panamá), foram escoltadas até a costa iraniana sob acusação de operarem sem permissão e adulterarem sistemas de navegação. Um terceiro navio chegou a ser alvo de disparos, mas seguiu viagem. A ação ocorre em meio a um cenário de incerteza diplomática, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a suspensão por tempo indeterminado de ataques contra o país.
A decisão de Trump de estender o cessar-fogo, anunciada unilateralmente na terça-feira (21), não foi acompanhada de um acordo formal por parte de Teerã. O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, criticou duramente a manutenção do bloqueio naval americano, classificando-o como uma “violação flagrante” e um ato de guerra. Segundo Qalibaf, a reabertura do Estreito de Ormuz por onde passava 20% do petróleo mundial antes do conflito só será possível quando os direitos do povo iraniano forem reconhecidos e o cerco marítimo suspenso.
Enquanto o impasse diplomático persiste, o Pentágono enfrenta nova instabilidade interna. O secretário da Marinha, John Phelan, foi demitido com efeito imediato, somando-se à recente destituição do principal general do Exército pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. As mudanças na cúpula militar ocorrem em um momento em que a guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques conjuntos de EUA e Israel, completa dois meses sem avanços concretos para a paz, mantendo a economia global sob pressão devido ao fechamento da hidrovia.
O conflito já resultou em milhares de mortes no Oriente Médio, com impactos severos no Irã e no Líbano, onde o Hezbollah atua contra Israel. Apesar de Trump ter recuado das ameaças de bombardear infraestruturas civis iranianas atos que poderiam violar o direito humanitário internacional, a falta de diálogo direto deixa os mercados globais em alerta. A apreensão dos navios sinaliza que o Irã pretende manter o controle rigoroso sobre Ormuz enquanto as negociações de paz não contemplarem a suspensão total das sanções navais americanas.
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Fonte: News Rondônia

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