A cobrança do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”, gerou impactos positivos na economia brasileira em seu primeiro ano completo de vigência. De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (22), a medida foi responsável por preservar 135,8 mil empregos no país. O levantamento indica que a tributação reduziu a concorrência desleal com produtos estrangeiros, especialmente os vindos da China, dando fôlego aos fabricantes nacionais.
Segundo a CNI, cerca de R$ 4,5 bilhões em importações foram evitadas em 2025, resultando em R$ 19,7 bilhões que circularam internamente na economia brasileira. O número de encomendas internacionais apresentou uma queda de 10,9% entre 2024 e 2025, recuando de 179,1 milhões para 159,6 milhões de remessas. Sem a taxação, a projeção da indústria era de que o volume de pacotes ultrapassaria a marca de 205 milhões, o que demonstra o impacto direto da alíquota de 20% no comportamento do consumidor.
Além da proteção ao mercado de trabalho, a medida reforçou significativamente o caixa da União. A arrecadação federal com o imposto sobre remessas de pequeno valor saltou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025. Para Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI, o objetivo central da norma não é penalizar o consumo, mas garantir que os produtos importados entrem no Brasil em condições de igualdade tributária com os itens produzidos localmente, que arcam com cargas de impostos regulares.
A implementação da taxa dentro do programa Remessa Conforme também ajudou a inibir fraudes comuns, como o subfaturamento de notas e a divisão proposital de pedidos para evitar tributação. Com o imposto sendo recolhido diretamente no ato da compra pelas plataformas digitais, a fiscalização tornou-se mais eficiente. Para a indústria nacional, o equilíbrio gerado pela medida é primordial para manter a competitividade e garantir a sustentabilidade de setores como o têxtil e o de calçados a longo prazo.
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Fonte: News Rondônia