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Reino Unido aprova lei que proíbe compra de cigarro de forma vitalícia

O Reino Unido deu um passo histórico no combate ao tabagismo ao aprovar, nesta terça-feira (21), uma legislação que proíbe permanentemente a compra de cigarros por qualquer pessoa nascida a partir de 1º de janeiro de 2009. A medida, considerada uma das mais radicais do mundo, estabelece que a idade mínima para o consumo subirá um ano a cada doze meses. Na prática, isso cria uma barreira vitalícia, garantindo que esses jovens nunca alcancem a idade legal para adquirir produtos de tabaco, mesmo após a maioridade.
O principal objetivo do Departamento de Saúde britânico é formar uma geração inteira de não fumantes, atacando a principal causa evitável de mortes no país. Atualmente, o tabagismo é responsável por cerca de 64 mil óbitos anuais apenas na Inglaterra e gera um custo de 3 bilhões de libras ao sistema público de saúde. Ao impedir o acesso ao fumo desde a juventude, o governo espera reduzir drasticamente as 400 mil internações hospitalares anuais relacionadas a doenças respiratórias e cardiovasculares.
A nova lei também representa uma guinada na abordagem sobre os cigarros eletrônicos (vapes). Anteriormente, o Reino Unido incentivava o uso desses dispositivos como uma ferramenta de redução de danos para adultos que desejavam parar de fumar. No entanto, o aumento alarmante da dependência entre jovens e os relatos de problemas graves de saúde forçaram uma revisão dessa política. Agora, os vapes também estão incluídos na proibição vitalícia para os nascidos após 2008, com regras rígidas de publicidade e exposição nos pontos de venda.
A “proibição geracional” foca em evitar que novos dependentes de nicotina surjam, em vez de punir os fumantes adultos atuais, que poderão continuar comprando os produtos normalmente. Especialistas em saúde pública celebram a decisão como um modelo para outras nações, enquanto críticos discutem a liberdade de escolha individual. Com a medida, o Reino Unido se posiciona na vanguarda global das políticas antitabagistas, priorizando a sustentabilidade do sistema de saúde a longo prazo.
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Fonte: News Rondônia

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