A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22), novas regras para a fabricação e venda de suplementos alimentares contendo cúrcuma. A medida estabelece limites rigorosos de dosagem e torna obrigatória a inclusão de alertas sobre riscos de inflamação e danos ao fígado nas embalagens. A decisão foi tomada após autoridades internacionais de saúde, em países como França e Canadá, registrarem casos raros de hepatite medicamentosa associados ao uso de versões concentradas da planta.
Com a nova norma, os suplementos para adultos devem respeitar o limite máximo de 130 mg de curcumina e 120 mg de tetraidrocurcuminoides por dia. Além disso, os fabricantes são obrigados a inserir uma advertência clara informando que o produto é contraindicado para gestantes, lactantes, crianças e pessoas com histórico de doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas. As empresas do setor terão um prazo de seis meses para adequar as fórmulas e os rótulos às exigências da agência.
Especialistas explicam que o risco reside na percepção equivocada de que produtos naturais não possuem efeitos colaterais. A curcumina, princípio ativo da cúrcuma, quando consumida em cápsulas de alta absorção, pode sobrecarregar o fígado durante o processo metabólico. Segundo médicos do aparelho digestivo, o uso indiscriminado e sem orientação profissional potencializa as chances de lesões hepáticas, especialmente quando o consumidor aumenta a dose por conta própria buscando efeitos anti-inflamatórios mais rápidos.
A Anvisa ressalta que as novas restrições se aplicam exclusivamente aos suplementos alimentares e não afetam o uso da cúrcuma como tempero na culinária. Nas quantidades utilizadas para dar sabor e cor aos alimentos, a substância permanece classificada como segura para a população em geral. Durante o período de transição de seis meses, os produtos atuais podem seguir no mercado, desde que as empresas disponibilizem as informações de segurança em seus sites e canais de atendimento ao cliente.
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Fonte: News Rondônia