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Vídeos de tortura e pichações indicam nova escalada na guerra de facções em RO

Vilhena vive dias de extrema tensão com a circulação de vídeos que sinalizam o recrudescimento da guerra entre facções criminosas na maior cidade do Cone Sul de Rondônia. Câmeras de monitoramento e gravações feitas pelos próprios criminosos revelam a atuação de supostos “missionários” indivíduos enviados de Mato Grosso para executar ataques e demarcar territórios. Em um dos registros, um homem armado e usando capacete picha as iniciais de sua organização sobre a marca de um grupo rival em um barracão na periferia, em uma clara disputa por domínio geográfico.
A violência escalou para atos de tortura e sequestro, conforme mostram imagens que circulam em grupos de mensagens. Em um vídeo gravado no Setor 19, um jovem com as mesmas vestimentas do pichador aparece espancando um rapaz e ameaçando outro com uma arma de fogo. O objetivo dessas ações seria obter informações sobre o paradeiro de rivais. A brutalidade das imagens confirma o alerta das autoridades sobre a vinda de integrantes de outros estados para reforçar o poder de fogo dos grupos locais.
Fontes policiais confirmaram que um adolescente de 17 anos, recentemente apreendido em uma operação da Polícia Militar, é o mesmo que aparece em uma gravação dentro de um carro em movimento. No vídeo, o menor aponta uma arma para um garoto sequestrado, que seria integrante de uma facção adversária. O infrator foi encaminhado para um centro de internação socioeducativa, mas a polícia acredita que outros membros do mesmo grupo continuam escondidos em “aparelhos” (esconderijos) espalhados pela cidade.
O setor de inteligência da Segurança Pública de Rondônia monitora a situação e intensificou o patrulhamento nos bairros periféricos para evitar que novos capítulos dessa disputa resultem em execuções. A Polícia Civil trabalha na identificação de todos os rostos que aparecem nas imagens, cruzando dados com as forças de segurança de Mato Grosso. Enquanto isso, a população de Vilhena convive com o medo de novos confrontos, enquanto o comércio e as atividades em setores como o 19 e o Assossete sentem o impacto direto da insegurança.
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Fonte: News Rondônia

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