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Mineradora norte-americana adquire brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões

A mineradora norte-americana USA Rare Earth (USAR) anunciou, nesta segunda-feira (20), a aquisição da brasileira Serra Verde em uma transação avaliada em aproximadamente US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde opera em Minaçu, Goiás, a mina de Pela Ema, única unidade de argilas iônicas ativa no Brasil e produtora estratégica de elementos como Disprósio e Térbio. A operação é considerada um marco geopolítico, pois estabelece a primeira cadeia completa de suprimentos de terras raras, da extração à fabricação de ímãs, totalmente fora do domínio asiático.
Atualmente, a China controla mais de 90% da extração mundial desses materiais, que são essenciais para indústrias de alta tecnologia, incluindo veículos elétricos, turbinas eólicas, defesa e semicondutores. Com a compra, o grupo planeja dobrar a produção em solo goiano até 2030. O acordo prevê ainda um contrato de fornecimento de 15 anos para abastecer uma empresa capitalizada por agências do governo dos Estados Unidos, garantindo fluxos de caixa seguros e previsíveis para o desenvolvimento das operações no Brasil.
O presidente da Serra Verde, Ricardo Grossi, destacou que a fusão valida a qualidade da operação brasileira e posiciona o país como líder nas cadeias globais de suprimentos críticos. A nova estrutura multinacional contará com oito operações distribuídas entre Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido. A diretoria da USAR passará a contar com executivos da empresa brasileira, mantendo a equipe técnica local e integrando capacidades de processamento, separação e metalização em uma única plataforma global de mineração.
A aquisição ocorre em um momento de tensão comercial, com o presidente Donald Trump criticando reiteradamente a dependência ocidental da produção chinesa. No mercado financeiro, a notícia foi recebida com otimismo, levando as ações da USAR na Nasdaq a registrarem alta superior a 8% durante a tarde. Para analistas, a união das capacidades de mineração de Goiás com o processamento “downstream” da USAR é o passo mais concreto dado pelo Ocidente para garantir soberania tecnológica e industrial em setores estratégicos para a segurança nacional.
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Fonte: News Rondônia

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