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Fim da escala 6×1 pode elevar preços em restaurantes no Brasil

O setor de alimentação fora do lar está em estado de alerta máximo com o avanço das discussões sobre o fim da escala 6×1. O modelo, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso, é a base operacional da maioria dos restaurantes, bares e lanchonetes do país. Donos de estabelecimentos e especialistas projetam que a transição para uma jornada com mais folgas provocará um efeito cascata nos preços dos cardápios, já que as empresas precisarão ampliar o quadro de funcionários para manter as portas abertas durante toda a semana.
Como a folha de pagamento representa um dos pilares mais pesados dos custos operacionais, a necessidade de contratar mais profissionais ou arcar com horas extras deve ser repassada diretamente ao consumidor. Empresários do setor gastronômico afirmam que a margem de lucro, já apertada por conta da inflação de alimentos, não permite absorver novos encargos sem reajustes nos pratos. O temor é que o hábito de comer fora se torne um luxo ainda mais restrito para os brasileiros em 2026.
A proposta divide opiniões de forma acentuada. Defensores da medida argumentam que o fim da escala 6×1 é um avanço civilizatório e essencial para a saúde mental dos trabalhadores, que enfrentam rotinas fisicamente exaustivas e pouco tempo para o convívio familiar. Para esse grupo, o bem-estar do empregado gera maior produtividade a longo prazo. Já as entidades representativas do setor temem que a medida pressione a inflação de serviços e force o fechamento de pequenos negócios, que possuem menos fôlego financeiro para adaptações bruscas.
O debate atual coloca em xeque o equilíbrio entre a garantia de direitos trabalhistas dignos e a viabilidade econômica de um dos segmentos que mais geram empregos no Brasil. Enquanto o Congresso Nacional e a sociedade civil discutem os moldes da nova jornada, o setor de serviços aguarda definições para planejar o futuro das operações. Por ora, o cenário indica que a valorização do tempo de descanso do trabalhador terá um custo compartilhado com o bolso de quem frequenta os restaurantes do país.
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Fonte: News Rondônia

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