Lúcio Albuquerque
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Em fins de 2004 o procurador-geral do Ministério Público rondoniense José Carlos Vitachi, certamente por indicação do meu amigo o jornalista Carlinhos Araújo então assessor de Imprensa do MP-RO, convidou-me a escrever um livro sobre a história do Ministério Público de Rondônia. Cheguei a sugerir o historiador Francisco Matias, mas acabei aceitando e no dia 5 de maio de 2005 o dr. Vitachi o apresentou.
Como ele próprio contou, em 1984 estava na procuradoria da prefeitura de Londrina (PR) e tinha um sonho: conhecer Manaus, e nessa época estudava para os concursos dos MPs de Santa Catarina e do Paraná, quando por uma nota no jornal Folha de Londrina sobre que o MP de Rondônia estava com inscrições abertas para compor a2ª turma de promotores.
Veio, fez a prova e foi para Manaus, de lá regressando a Londrina, até que um telegrama de Porto Velho o informou que precisava vir para a segunda fase do concurso – que ele passou. Empossado, foi designado para Guajará-Mirim onde acabou ganhando o apelido com que o tratava o procurador-geral Edson Jorge Badra.
Um domingo ele estava em casa quando foi chamado para acompanhar o juiz de Direito que ia numa diligência que envolvia até cárcere privado. “Levei a arma autorizada, um revólver 32, e ao chegar no local, uma empresa de mineração no garimpo do Arara, onde um homem estava obstruindo a ação do juiz e o ameaçando, alegando que era o chefe da segurança da empresa. Eu saquei o revólver e o abordei, desarmei e mandei conduzir para a delegacia em Guajará”.
Dias depois, ao ler o relatório da ação, o dr. Edson Jorge passou a chamar o promotor Vitachi de “Lampião”.
Nesta sexta-feira o procurador do MP Jakson Abílio mandou mensagem que, no dia anterior, meu amigo Vitachi teve sua Páscoa.
Procurador do MP José Carlos Vitachi (d), falecido 5ª feira
Durante mais de 20 anos paranaense José Carlos Vitachi atuou no MP-RO
Fonte: Tribuna Popular