O Ministério do Esporte divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira (17) lamentando profundamente a morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos. O texto assinado pelo ministro Paulo Henrique Cordeiro classifica o ex-jogador como uma “lenda do basquete mundial” e ressalta que sua trajetória foi marcada por um compromisso inabalável com o esporte brasileiro. Segundo a pasta, Oscar não apenas acumulou recordes históricos, mas foi o principal responsável por elevar a visibilidade do basquete nacional no cenário internacional, tornando-se um ícone de dedicação e talento.
A nota relembra números que colocam o ala em um patamar único na história: 49.737 pontos conquistados ao longo de 25 temporadas e a liderança absoluta na artilharia dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. O Ministério destacou que a imagem de Oscar transcende as estatísticas, funcionando como um motor de inspiração para gerações de atletas que viram nele o exemplo máximo de amor à camisa. Recentemente, no dia 8 de abril, o ídolo havia sido homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) com a inclusão de seu nome no Hall da Fama da entidade.
O ministro Paulo Henrique Cordeiro enfatizou o orgulho que o “Mão Santa” proporcionou ao povo brasileiro. “Nesse momento de tristeza, nos solidarizamos com a família, amigos e fãs desse grande atleta que jamais será esquecido por nós”, declarou o ministro. A pasta reforçou que Oscar foi um embaixador informal do Brasil em todas as quadras por onde passou, desde os clubes na Europa até as memoráveis atuações com a Seleção Brasileira, como no ouro histórico do Pan de Indianápolis em 1987.
A morte do ex-atleta ocorreu em Santana de Parnaíba (SP), após um mal-estar em sua residência. De acordo com informações da prefeitura local, Oscar deu entrada no hospital já sem vida, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele lutava contra um tumor cerebral há 15 anos, período em que se tornou também um símbolo de resiliência fora das quadras. Com o falecimento do ídolo, o esporte brasileiro perde seu maior cestinha, mas preserva uma memória que, segundo o Ministério, permanecerá viva em cada quadra de basquete do país.
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Fonte: News Rondônia