Após uma sequência histórica de 11 pregões consecutivos de alta, a bolsa de valores brasileira interrompeu sua trajetória de recordes nesta quarta-feira (15). O Ibovespa, principal índice da B3, registrou recuo de 0,46%, fechando aos 197.738 pontos. O movimento foi classificado por analistas como uma “realização de lucros”, quando investidores vendem ativos para garantir os ganhos acumulados recentemente. Apesar da queda, o índice mantém um desempenho robusto em 2026, acumulando alta de 22,72% no ano.
No cenário interno, a cautela dos investidores foi alimentada por dados de inflação mais fortes do que o esperado. O cenário reforça a percepção de que os juros básicos devem permanecer elevados por um período mais longo, o que naturalmente retrai o apetite por ações. Por outro lado, a atratividade da taxa Selic frente aos rendimentos em economias avançadas continua funcionando como um imã para o capital estrangeiro, limitando perdas mais severas no mercado acionário.
O dólar comercial operou em um ritmo de estabilidade, encerrando o dia com uma leve variação negativa de 0,03%, cotado a R$ 4,992. A moeda americana chegou a ultrapassar a barreira dos R$ 5 nas primeiras horas da manhã, mas perdeu fôlego com a ausência de fatos novos no cenário geopolítico global. No acumulado de abril, o dólar já registra uma queda de 3,6%, refletindo um movimento de maior busca por risco em mercados emergentes como o Brasil.
Já o mercado de commodities viveu uma sessão de oscilações para o petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu discretamente 0,15%, fechando a US$ 94,93. Os preços foram pressionados, de um lado, pela redução inesperada dos estoques nos Estados Unidos e, de outro, pelas incertezas sobre o fornecimento global em meio aos conflitos no Oriente Médio. O mercado financeiro segue atento às próximas negociações diplomáticas na região, que podem definir o rumo da oferta da commodity nas próximas semanas.
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Fonte: News Rondônia