Porto Velho enfrenta um cenário crítico na limpeza urbana a poucos dias do início da nova operação. A empresa Sistemma, que deve assumir o serviço no próximo dia 22 de abril, ainda não dispõe de estrutura mínima para iniciar as atividades no prazo estabelecido.
A situação gera preocupação imediata sobre a continuidade de um serviço essencial para a saúde pública. Com quase 500 mil habitantes, a capital rondoniense depende da regularidade da coleta, especialmente diante das variações climáticas características da região amazônica.
Ausência de estrutura operacional em Porto Velho
De acordo com o que foi apurado, a Sistemma ainda não possui uma filial física instalada no município. A falta de infraestrutura impede a organização logística necessária para atender à demanda de uma capital do porte de Porto Velho.
Além do espaço físico, a empresa não iniciou a contratação de motoristas e coletores. Não há registro de uma garagem licenciada e apta para receber colaboradores e a frota, itens fundamentais para o funcionamento diário da coleta de resíduos.
Desafios logísticos e fim do contrato atual
Um dos pontos mais sensíveis envolve o Baixo Madeira, que exige equipamentos específicos para logística fluvial. Até o momento, a nova prestadora não apresentou os meios necessários para realizar o atendimento nessas localidades isoladas.
Enquanto isso, o sistema atual se aproxima do encerramento definitivo. A decisão administrativa prevê que a atual prestadora de serviço atue somente até o dia 22 de abril, o que reduz drasticamente a margem de tempo para uma transição segura.
Histórico de dificuldades da empresa Sistemma
O clima de tensão nos bastidores é alimentado pelo histórico da empresa em outras cidades brasileiras. Em Belo Horizonte, no início de 2026, a Sistemma enfrentou uma greve de garis com denúncias sobre precariedade na frota e nas condições de trabalho.
Em Londrina, o serviço foi alvo de mediação judicial devido ao risco de paralisação. Já em Itumbiara, a razão social vinculada à empresa foi citada em investigações do Ministério Público sobre a gestão de resíduos, resultando em bloqueio de bens durante o processo.
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Fonte: News Rondônia