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Lula cobra mobilização social para aprovar fim da escala 6×1 no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (15), que a aprovação da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais dependerá de uma forte pressão popular sobre o Poder Legislativo. A declaração foi feita no Palácio do Planalto, onde o presidente recebeu representantes das centrais sindicais após a “Marcha da Classe Trabalhadora”, que reuniu mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. O projeto, enviado oficialmente ao Congresso no dia anterior, prevê o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de folga.
Durante o evento, Lula prestou uma homenagem especial ao ativista Rick Azevedo, idealizador do movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT). O presidente sugeriu que, caso a lei seja aprovada, receba o nome do ex-balconista, cujo desabafo nas redes sociais sobre o esgotamento físico e mental na escala 6×1 deu origem à mobilização nacional. Azevedo relatou ao presidente sua experiência com burnout e depressão, destacando que o modelo atual de descanso é insuficiente para a saúde do trabalhador.
As centrais sindicais entregaram ao governo uma pauta com 68 reivindicações planejadas para os próximos cinco anos. Os dirigentes destacaram que a redução da jornada tem o potencial de gerar até 4 milhões de novos empregos, além de oferecer mais tempo para estudo, lazer e convivência familiar. O debate também incluiu alertas sobre as transformações tecnológicas, como o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, e a necessidade de combater a “pejotização” e proteger trabalhadores de aplicativos.
Lula aproveitou a ocasião para criticar retrocessos em reformas passadas e alertou para movimentos de oposição que buscam implementar modelos de trabalho ainda mais flexíveis, citando exemplos de jornadas de até 12 horas diárias. Além das questões laborais, a pauta entregue pelas centrais aborda a segurança e a educação, com ênfase no combate ao feminicídio. O governo agora espera que a maturidade do tema no debate público acelere a tramitação da proposta entre deputados e senadores.
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Fonte: News Rondônia

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