OBVIEDADE
É curioso — para não dizer revoltante — que em pleno 2026 ainda seja necessário que o Ministério Público venha a público recomendar o básico para gestores públicos.
OBVIEDADE 2
Gastar menos, controlar melhor e respeitar o dinheiro público. Sim, o óbvio.
PÉROLA DO MAMORÉ
A recomendação do MPRO à Câmara de Guajará-Mirim soa menos como uma medida institucional e mais como um puxão de orelha em quem deveria, por obrigação, já saber o que fazer.
INTERMEDIÁRIOS
Afinal, estamos falando de vereadores — representantes do povo — e não de gestores amadores aprendendo a lidar com um caixa pela primeira vez.
BÁSICO
A ironia é quase didática: é preciso explicar que diária não é prêmio, que viagem não é turismo institucional e que recurso público não é extensão de privilégio pessoal.
JUSTIFICATIVA
E aí vem a “explicação técnica”. Não, não eram R$ 150 mil por vereador. Era o montante geral.
NÃO É SÓ O DINHEIRO
Como se isso, por si só, resolvesse o problema. Como se a discussão fosse apenas matemática — e não moral, administrativa e política.
QUAL A PRODUTIVIDADE?
O valor pode até ser menor do que o alardeado inicialmente, mas a pergunta que realmente importa continua sem resposta: esses gastos trouxeram retorno concreto para a população?
SERIEDADE
Porque transparência não é só publicar números em portal. Transparência de verdade exige propósito, resultado e, principalmente, respeito com quem paga a conta.
ENTENDIMENTO
O mais grave não é o número em si. É a cultura. Se outros fazem, então tá valendo para todos os nobres edis.
ROTINA
Uma cultura onde viagens são tratadas como rotina, onde diárias viram complemento informal de renda e onde a fiscalização só acontece quando o escândalo já bateu à porta.
MUITAS OUTRAS
Não é exclusividade de Guajará-Mirim — é um vício espalhado por câmaras municipais Brasil afora.
SUFOCO
E é justamente isso que torna tudo ainda mais absurdo. Na hora da entrevista, o discurso é primoroso sobre as dificuldades das casas legislativas.
NO ENTANTO…
Enquanto municípios enfrentam dificuldades reais — infraestrutura precária, saúde pressionada, educação carente — parte da classe política ainda parece mais preocupada com roteiros e agendas fora do estado do que com soluções dentro dele.
VIGILANTE
O Ministério Público faz o seu papel, mas não é só isso. O fato de precisar fazê-lo nesse nível revela muito mais sobre o problema do que sobre a solução.
FATO
Porque quando o básico precisa ser ensinado, é sinal de que o compromisso com o público já foi esquecido há muito tempo.
TUDO BOBO
E talvez essa seja a maior “viagem” de todas: acreditar que o eleitor não está vendo.
GOVERNADOR
O presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, assume interinamente o cargo de governador do Estado de Rondônia, no período de 15 a 24 de abril, quando o governador Marcos Rocha estará em viagem aos Estados Unidos.
DESPACHANDO
A posse foi na segunda (13) no palácio Rio Madeira. O vice-presidente, desembargador Francisco Borges, assume interinamente a presidência do Tribunal.
LEGALIDADE
Prevista na Constituição Estadual de Rondônia, a substituição do governador pelo presidente do Poder Judiciário ocorre quando todas as autoridades que integram a linha sucessória (vice-governador e presidente da Assembleia Legislativa) estão impossibilitadas de exercer o cargo ou ausentes do território estadual, como é o caso.
DOIS GOVERNADORES
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, pré-candidato ao Governo do Estado, disse, durante visita a Cacoal, que se for eleito, Rondônia terá dois governadores.
CAPACITADO
Ele fez a afirmação, ao se referir ao deputado estadual Cirone Deiró, pré candidato a vice-governador, em sua chapa. “O Cirone não é um vice comum, ele tem condições de governar esse Estado”, disse.
CREDIBILIDADE
Cirone agradeceu dizendo que Hildon é um político sério e um gestor competente. O deputado destacou que o ex-prefeito deixou a Prefeitura, após dois mandatos, sem ter sido alvo de nenhum processo judicial e com um alto índice de aprovação.
FRASE
Quem não domina o básico da administração pública governa no escuro — e o prejuízo é coletivo.
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Fonte: News Rondônia