O mercado financeiro brasileiro registrou mais um dia de otimismo nesta terça-feira (14), com o Ibovespa renovando sua máxima histórica pela quinta vez consecutiva. O principal índice da bolsa de valores subiu 0,33%, encerrando o pregão aos 198.657 pontos, após chegar muito próximo da marca inédita de 200 mil pontos durante a manhã. O desempenho positivo foi impulsionado pelo cenário externo, onde a sinalização de negociações diplomáticas no Oriente Médio reduziu o temor de uma crise energética prolongada.
No câmbio, o dólar seguiu a trajetória de queda pelo quinto dia seguido, fechando cotado a R$ 4,993. A moeda estadunidense acumula uma desvalorização de 9% no ano, refletindo não apenas o alívio nas tensões globais, mas também dados de inflação mais fracos nos Estados Unidos. O arrefecimento dos preços ao produtor na maior economia do mundo reforçou as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá iniciar o corte das taxas de juros em breve, favorecendo o fluxo de capital para países emergentes como o Brasil.
O setor de commodities, no entanto, operou em sentido oposto. Os preços do petróleo sofreram um forte recuo nos mercados internacionais; o barril do tipo Brent caiu 4,6%, fechando a US$ 94,79 em Londres. A queda foi motivada pela perspectiva de que os Estados Unidos e o Irã retomem conversas formais, o que poderia normalizar o fluxo pelo Estreito de Ormuz. Embora a baixa do óleo tenha prejudicado as ações de petroleiras na bolsa, o movimento ajudou a aliviar as projeções inflacionárias globais.
Com o resultado desta terça-feira, a bolsa brasileira já acumula uma valorização expressiva de 23,29% em 2026. Analistas apontam que a combinação de um dólar mais barato e juros internacionais em potencial queda cria um ambiente propício para a continuidade dos recordes no curto prazo. O mercado agora aguarda novos indicadores de atividade econômica doméstica e os desdobramentos das tratativas diplomáticas no Golfo Pérsico para consolidar o patamar dos 200 mil pontos.
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Fonte: News Rondônia