O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (15), um novo aporte de R$ 20 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), elevando o orçamento total para financiamentos ao patamar recorde de R$ 200 bilhões. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto. Com os recursos provenientes do Fundo Social, o governo decidiu ampliar a meta de contratações: após atingir a marca de 2 milhões de moradias com um ano de antecedência, o novo objetivo é chegar a 3 milhões de contratos até o final de 2026.
Durante o discurso, o presidente destacou que a moradia é um direito humano garantido pela Constituição e um motor essencial para o crescimento econômico através da construção civil. Lula também reforçou seu compromisso com a preservação dos recursos do FGTS, afirmando que o fundo deve ser priorizado para garantir o amparo ao trabalhador e o acesso à casa própria. A declaração buscou tranquilizar o setor da construção diante de discussões sobre o uso do saldo do FGTS para a amortização de dívidas familiares.
O Ministro das Cidades, Vladimir Lima, apresentou dados que apontam que o déficit habitacional relativo no Brasil atingiu o menor patamar da história, chegando a 7,4%. Ele detalhou as atualizações nas faixas de renda e nos valores dos imóveis que podem ser financiados. As novas diretrizes incluem agora uma categoria para a Classe Média, atendendo famílias com renda de até R$ 13 mil para a compra de imóveis avaliados em até R$ 600 mil, ampliando o alcance do programa para além das camadas de baixa renda.
Além das novas habitações, o programa Reforma Casa Brasil também passou por reformulações significativas. O limite de renda para os beneficiários foi igualado ao do MCMV (R$ 13 mil), e o valor máximo destinado às reformas subiu de R$ 30 mil para R$ 50 mil. As condições de pagamento tornaram-se mais acessíveis, com a redução da taxa de juros para 0,99% ao ano e o aumento do prazo de parcelamento, que passou de 60 para 72 meses, facilitando a melhoria das residências já existentes.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia