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Reino Unido rejeita participar de bloqueio naval no Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou oficialmente nesta segunda-feira (13) que o país não participará do bloqueio naval ao Irã anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão ocorre após a Casa Branca sugerir que nações aliadas integrariam a missão no Estreito de Ormuz. Em entrevista à BBC, Starmer foi enfático ao afirmar que, apesar da pressão considerável exercida pelo governo americano, o Reino Unido não entrará em um conflito bélico direto na região.
Embora tenha negado o uso de navios e soldados para bloquear portos iranianos, o governo britânico manterá suas capacidades antidrone e navios caça-minas operando no Oriente Médio. Paralelamente, a França, através do presidente Emmanuel Macron, anunciou a intenção de organizar uma conferência multinacional para restaurar a liberdade de navegação. A proposta francesa foca em uma missão estritamente defensiva e pacífica, separada das partes beligerantes do conflito atual.
A postura de recusa também foi adotada pelo Japão, que defende uma solução diplomática e a desescalada das tensões. O chefe de gabinete japonês, Minoru Kihara, ressaltou a importância de garantir a segurança na via por onde passa 20% do petróleo mundial, mas sem o uso da força. A reação de Donald Trump foi imediata e agressiva: o presidente americano chamou os aliados de “covardes” e voltou a ameaçar o abandono dos EUA da Otan caso não receba apoio militar na operação.
No campo diplomático, China e Rússia já haviam vetado uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que autorizaria o uso da força no estreito. Pequim reforçou hoje que a interrupção no fluxo marítimo é reflexo direto do conflito militar no Oriente Médio e pediu calma às partes. Enquanto isso, o Irã ameaçou retaliações contra portos no Golfo Pérsico caso sua segurança seja ameaçada. Com a incerteza global, o preço do barril de petróleo tipo Brent disparou 5,5% nesta segunda-feira, atingindo novamente a marca de US$ 100.
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Fonte: News Rondônia

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