As pesquisas de intenção de voto se confirmaram nas urnas e consolidaram Péter Magyar como o novo primeiro-ministro da Hungria, em uma das eleições mais disputadas da história do país. Com 45,7% dos votos apurados até o fechamento desta edição, o partido Tisza caminha para garantir uma maioria de dois terços no Parlamento. O pleito registrou uma mobilização sem precedentes, com a participação de cerca de 80% do eleitorado, superando todos os recordes nacionais anteriores.
Viktor Orbán, que ocupava o cargo desde 2010 e buscava o seu quinto mandato consecutivo, reconheceu a derrota apenas uma hora e meia após o fechamento das urnas. Em um discurso breve na noite deste domingo, Orbán admitiu que o resultado foi “claro” e “doloroso” para o seu partido, o Fidesz. O atual mandatário, conhecido por sua aliança com o presidente norte-americano Donald Trump e por laços estreitos com o Kremlin, enfrentava críticas severas da União Europeia por medidas que minavam a democracia no país.
Péter Magyar, de 45 anos, é advogado e atual deputado do Parlamento Europeu. Sua campanha foi pautada na promessa de uma “mudança de sistema”, com foco no combate à corrupção e na reaproximação da Hungria com o bloco europeu. Em seu discurso de vitória, Magyar descreveu o domingo como um “dia histórico” e agradeceu aos eleitores por ignorarem as tentativas de compra de votos. Ele também pediu paciência e paz aos apoiadores, descartando as previsões de Orbán sobre possíveis agitações violentas.
A transição de poder marca o fim de um ciclo de 16 anos de políticas conservadoras e reformas polêmicas que isolaram a Hungria de seus parceiros ocidentais. Magyar assume com o desafio de reverter medidas da era Orbán e normalizar as relações diplomáticas, especialmente no que diz respeito ao apoio militar e financeiro à Ucrânia. O novo primeiro-ministro garantiu que sua prioridade imediata será “varrer a corrupção” e restaurar a independência das instituições húngaras.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia