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Cuba estuda movimentação militar dos EUA e se prepara para possível invasão

O governo de Cuba está em estado de alerta máximo para monitorar a movimentação das forças militares dos Estados Unidos na região caribenha. Em entrevista, o embaixador cubano e diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), José R. Cabañas Rodríguez, destacou que a possibilidade de uma invasão é um cenário para o qual a ilha se prepara historicamente. A tensão escalou após recentes ameaças do presidente Donald Trump de “tomar Cuba”, aproveitando o momento de fragilidade econômica gerado pelo endurecimento do bloqueio energético.
Cabañas, que foi o primeiro embaixador de Cuba em Washington durante a era Obama, ressaltou que o risco de agressão é uma constante desde a Revolução de 1959. Segundo ele, os EUA mantêm uma vantagem estratégica com a base naval de Guantánamo, ocupada desde 1903, o que eliminaria a necessidade de grandes deslocamentos de tropas para um ataque inicial. O diplomata também alertou para a “guerra de informação”, afirmando que a imprensa corporativa norte-americana tenta “intoxicar” e amedrontar a população cubana com rumores de uma invasão iminente.
A crise humanitária na ilha atingiu níveis críticos desde janeiro, quando Washington intensificou o bloqueio, sancionando países que vendem petróleo para Havana. A medida provocou apagões de mais de 12 horas diárias na capital e paralisou serviços essenciais. Na ONU, o presidente Miguel Díaz-Canel denunciou o bloqueio como uma “punição coletiva”, revelando que mais de 96 mil cubanos aguardam cirurgias e milhares dependem de hemodiálise, serviços gravemente afetados pela instabilidade elétrica. Um petroleiro russo aliviou parcialmente a escassez em março, mas a carga supre apenas uma fração da demanda mensal.
Apesar do cerco econômico e da pressão militar, o governo cubano mantém uma postura de resistência. Díaz-Canel afirmou em entrevista à NBC News que o país lutará até a morte para defender sua soberania caso uma invasão se concretize. Paralelamente, Havana busca negociar com Washington em termos de igualdade e conta com o apoio de parlamentares democratas dos EUA, como Pramila Jayapal, que defendem a normalização das relações para encerrar o embargo que já dura 66 anos e evitar um desastre humanitário ainda maior.
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Fonte: News Rondônia

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