O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) a prisão definitiva de sete condenados vinculados ao “Núcleo da Desinformação” da trama golpista de 2022. A ordem de execução das penas ocorre após o trânsito em julgado do processo, quando não restam mais possibilidades de recursos. O grupo foi condenado por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada, após promoverem ataques virtuais a instituições e autoridades.
Nesta manhã, o Exército Brasileiro cumpriu os mandados de prisão contra o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida. Além deles, o policial federal Marcelo Araújo Bormevet, que já se encontrava em prisão preventiva, passou a cumprir sua pena em caráter definitivo. As condenações variam entre 7 e 17 anos de reclusão, dependendo do grau de participação e dos crimes atribuídos a cada réu.
Apesar da ofensiva das autoridades, três condenados ainda não foram capturados. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, é considerado foragido desde o final do ano passado e estaria no Reino Unido. O coronel Reginaldo Vieira de Abreu também não teve o mandado cumprido, pois se encontra nos Estados Unidos. Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação sobre a prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros, outro nome central do grupo.
As penas estabelecidas pelo STF refletem a gravidade das ações do Núcleo 4, que utilizava estruturas para monitorar opositores e fabricar relatórios falsos sobre a integridade das urnas eletrônicas. Durante o julgamento, a defesa dos acusados sustentou a tese de absolvição, alegando que as condutas descritas não configuravam atos criminosos, mas o plenário da Corte seguiu majoritariamente o voto do relator. A execução das penas encerra um dos capítulos jurídicos mais importantes sobre as tentativas de desestabilização democrática no país.
Confira as penas dos acusados:
Condenado
Posto/Função
Pena Total
Ângelo Denicoli
Major da reserva
17 anos
Reginaldo de Abreu
Coronel
15 anos e 6 meses
Marcelo Bormevet
Agente da PF
14 anos e 6 meses
Giancarlo Rodrigues
Subtenente
14 anos
Guilherme Almeida
Tenente-coronel
13 anos e 6 meses
Ailton Moraes Barros
Ex-major
13 anos e 6 meses
Carlos Cesar Rocha
Pres. Voto Legal
7 anos e 6 meses
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia