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OMS condena ordem de Israel para evacuar hospitais em Beirute

A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou grave preocupação nesta sexta-feira (10) após as Forças de Defesa de Israel (FDI) emitirem uma ordem de evacuação para a região de Al-Janah, em Beirute. A área abriga o Hospital Universitário Rafik Hariri e o Hospital Al Zahraa, dois dos maiores centros médicos do Líbano. Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, a transferência de aproximadamente 450 pacientes, incluindo 40 em estado crítico na UTI, é “operacionalmente inviável” devido à falta de leitos alternativos no país.
Além das unidades de saúde, a zona de evacuação delimitada por Israel engloba o complexo do Ministério da Saúde libanês, que atualmente serve de abrigo para mais de 5 mil civis refugiados dos combates. A OMS destaca que os hospitais locais já operam acima da capacidade máxima após bombardeios recentes que deixaram 303 mortos e 1,1 mil feridos em apenas um dia. Desde o início de março, o conflito no Líbano já contabiliza mais de 1,8 mil vítimas fatais e 6 mil feridos.
O Exército de Israel justifica as ordens de evacuação alegando que o grupo Hezbollah utiliza infraestruturas civis, como ambulâncias e hospitais, para fins militares. O porta-voz das FDI para mídia árabe, Avichay Adraee, afirmou que Israel agirá contra qualquer atividade terrorista realizada nessas instalações. No entanto, a Anistia Internacional rebateu o argumento, afirmando que Tel Aviv não apresentou provas das acusações e que a estratégia repete o padrão de ataques a centros médicos visto anteriormente em Gaza.
A situação humanitária em Beirute é considerada crítica, com equipes médicas trabalhando sob o risco constante de novos ataques. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, 93 ataques contra unidades de saúde já foram registrados desde o início da escalada, resultando na morte de 57 profissionais da área. A comunidade internacional e órgãos de direitos humanos reforçam que, sob o direito internacional humanitário, instalações médicas e pessoal de saúde devem ser protegidos e nunca tratados como alvos de guerra.
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Fonte: News Rondônia

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