Segundo as informações divulgadas, o Master teria movimentado cerca de R$ 60 milhões em eventos realizados em cidades como Londres, Nova York e Lisboa. As reuniões teriam contado com a participação de ministros de Cortes superiores, integrantes da República, senadores, autoridades da PGR e da Polícia Federal, além de representantes do Cade. A Lista de pagamentos do Master também aparece em relatórios enviados à CPI do Crime Organizado, que apontam repasses a escritórios de advocacia e consultorias ligadas a figuras políticas.
Entre os casos citados estão pagamentos atribuídos a nomes como Michel Temer, ACM Neto, Antonio Rueda e Ricardo Lewandowski. Também foram mencionados contratos envolvendo comunicação e publicidade, incluindo o apresentador Ratinho, que teria recebido R$ 24 milhões entre 2022 e 2025, e o jornalista Leo Dias, com repasses que somam R$ 9,9 milhões, além de valores adicionais de empresas associadas ao banco. A empresa WF Comunicação, ligada ao advogado Fabio Wajngarten, também aparece em registros de prestação de serviços relacionados à defesa do empresário Daniel Vorcaro.
Outros pontos da investigação incluem a atuação de escritórios jurídicos e consultorias, com valores que, segundo os relatórios, teriam variado de forma significativa ao longo do tempo. Em paralelo, surgiram informações sobre mudanças em contratos e aumento expressivo de pagamentos em fases de expansão política e institucional do grupo investigado.
Além do núcleo financeiro, a pauta do dia também registrou impactos em outros setores, como a retomada de voos em Congonhas e Guarulhos após uma interrupção no controle de tráfego aéreo em São Paulo. No cenário político, declarações envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o governo federal também repercutiram, ampliando o debate público sobre a relação entre instituições e investigações em curso.
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Fonte: News Rondônia