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Indígenas marcham em Brasília contra exploração de petróleo em territórios

Mais de 7 mil indígenas que participam da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026) realizam, na tarde desta quinta-feira (9), uma marcha em direção à Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A concentração teve início às 14h no Eixo Monumental, de onde o grupo segue para entregar uma pauta de reivindicações focada na preservação ambiental e na soberania territorial. O ponto central do documento é a exigência da exclusão total da exploração de petróleo e gás em áreas indígenas, visando proteger a biodiversidade e os modos de vida tradicionais.
A mobilização é uma resposta direta aos desdobramentos da COP30, realizada em 2025 em Belém (PA). Na ocasião, embora o governo brasileiro tenha apresentado um “Mapa do Caminho” para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, a proposta não alcançou o consenso global. Agora, os povos originários pressionam para que o governo incorpore metas mais rígidas no texto oficial, incluindo o “desmatamento zero” e o veto a novos projetos de extração mineral e energética dentro de suas terras.
Segundo o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinaman Tuxá, as lideranças pretendem oficializar a entrega dos documentos em ministérios estratégicos. Além do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), onde o ministro Mauro Vieira deve receber as propostas, as delegações passarão pelas pastas dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente e da Agricultura e Pecuária. A estratégia busca garantir que a transição energética brasileira não ocorra às custas dos territórios protegidos.
As reivindicações também reforçam a urgência de novas demarcações e homologações de terras, apontadas como o principal “legado climático” que o Brasil pode oferecer ao mundo. Os indígenas denunciam que a demora nos processos fundiários aumenta a vulnerabilidade das comunidades diante de invasões e do avanço do agronegócio. A marcha encerra um ciclo de debates iniciado no último domingo (5), consolidando o ATL 2026 como a maior e mais importante mobilização do movimento indígena na América Latina.
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Fonte: News Rondônia

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