Multidões de manifestantes ocuparam as ruas de diversas cidades do Irã nesta quinta-feira (9), marcando o 40º dia do assassinato do líder supremo Seyyed Ali Khamenei. O clérigo foi morto em um bombardeio realizado por Israel e Estados Unidos no início da guerra. A mídia estatal iraniana deu ampla cobertura aos atos, que incluíram procissões fúnebres da Praça Jomhouri até o local do ataque em Teerã, além de homenagens às 168 meninas mortas no recente bombardeio a uma escola em Minab.
Especialistas apontam que, embora a sociedade iraniana seja dividida, a agressão estrangeira tem unido setores críticos em torno da defesa da soberania nacional. O antropólogo Paulo Hilu, da Universidade Federal Fluminense (UFF), destaca que muitos iranianos preferem a manutenção do regime atual a uma destruição total do país por potências externas. Segundo a Organização de Medicina Forense do Irã, o conflito já causou a morte de mais de 3 mil pessoas, sendo que 40% das vítimas ainda não foram identificadas.
O cargo de líder supremo, que funciona como um poder moderador e comanda as Forças Armadas, passou a ser ocupado pelo aiatolá Mojtaba Khamenei, filho do antigo governante. Em seus primeiros pronunciamentos, o novo líder prometeu vingança pelo sangue dos familiares e mártires assassinados desde o fim de janeiro. O governo iraniano reforça a narrativa do martírio, afirmando que Ali Khamenei se recusou a buscar abrigos subterrâneos, permanecendo em seu escritório até o momento do impacto.
A estrutura política do Irã permanece sob vigilância internacional, especialmente o Conselho dos Guardiões e a Assembleia dos Especialistas, que elegeu Mojtaba. As hostilidades com os Estados Unidos, que remontam à Revolução Islâmica de 1979, atingiram o ápice neste conflito. Enquanto o governo de Donald Trump mantém ameaças contra instalações infraestruturais, grupos de civis iranianos têm se mobilizado para proteger pontos estratégicos, como usinas elétricas, em meio ao clima de tensão permanente.
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Fonte: News Rondônia