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Itamaraty condena ataques de Israel ao Líbano após anúncio de trégua

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) condenou duramente a intensificação dos ataques de Israel contra o território libanês nesta quinta-feira (9). A ofensiva ocorre menos de 24 horas após o anúncio de um cessar-fogo no Oriente Médio, mediado pelos Estados Unidos e pelo Irã. Segundo o Itamaraty, a ação militar israelense ignora o esforço diplomático recente e ameaça mergulhar a região em uma nova e perigosa escalada de violência e instabilidade.
Os bombardeios atingiram extensas áreas e resultaram em um balanço inicial de 254 mortos e 1.165 feridos. Em nota oficial, o governo brasileiro instou Israel a suspender imediatamente as operações e a retirar todas as suas forças do solo libanês. O Brasil também exortou as partes envolvidas a cumprirem a Resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, que prevê a criação de uma zona desmilitarizada entre os dois países sob controle internacional.
A manutenção do acordo de paz global está sob risco, uma vez que o Irã ameaçou romper a trégua caso as agressões ao Líbano persistam. Existe uma divergência diplomática sobre os termos do acordo: enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, afirma que o Líbano não estava incluído nas negociações, o mediador e primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que o fim dos combates em solo libanês era parte integrante do pacto.
A atual fase do conflito acirrou-se em março, após o Hezbollah retomar ataques contra Israel em retaliação à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O grupo libanês afirma agir em solidariedade aos palestinos de Gaza, enquanto Israel alega estar destruindo a infraestrutura da milícia. Para o presidente libanês, Masoud Pezershkian, a continuidade dos bombardeios torna as negociações diplomáticas “sem sentido” e esvazia qualquer tentativa de estabilização na fronteira.
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Fonte: News Rondônia

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