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Padilha defende restrição de anúncios de apostas similar à do cigarro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta quinta-feira (9) a adoção de medidas mais restritivas para a publicidade de apostas online, as chamadas “bets”. Em entrevista à Rádio Nacional, o ministro comparou o impacto das plataformas de jogos ao vício histórico no cigarro, lembrando que a indústria do fumo já dominou as propagandas esportivas antes de sofrer proibições rigorosas. Para Padilha, o Brasil precisa seguir o mesmo caminho para reduzir o uso compulsivo e proteger a saúde pública, especialmente a de jovens e crianças.
O governo federal já iniciou ofensivas contra o setor, incluindo a suspensão total de publicidades direcionadas a menores de idade. O ministro destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte gratuito por meio de teleatendimento, com psicólogos e terapeutas ocupacionais preparados para tratar a ludopatia (vício em jogos). Além disso, citou o mecanismo de autoexclusão, que permite ao cidadão bloquear de uma só vez todas as suas contas em sites autorizados pelo Ministério da Fazenda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também manifestou preocupação com o avanço das apostas durante entrevista realizada na quarta-feira (8). Lula declarou que, pessoalmente, encerraria a atividade das bets no país, mas reconheceu que a decisão final cabe ao Congresso Nacional. O presidente alertou que o “cassino entrou nas casas” dos brasileiros e que crianças estão utilizando os celulares dos pais para jogar, o que tem gerado graves crises financeiras e emocionais nas famílias.
Como medida de proteção, o governo ressaltou a entrada em vigor, no mês passado, do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A nova legislação impõe exigências rígidas às plataformas digitais, como a obrigatoriedade de sistemas de verificação etária para abertura de contas e a remoção imediata de conteúdos considerados ilegais. O objetivo é impedir que o tratamento de dados pessoais de menores seja utilizado para fins comerciais e publicitários pela indústria de jogos de azar.
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Fonte: News Rondônia

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