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Mortes por malária no território Yanomami caem 80% após emergência

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira (8), um novo balanço sobre a situação sanitária na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Segundo o Informe nº 9 do Centro de Operações de Emergências (COE), houve uma redução de 80,8% nas mortes por malária em comparação ao início de 2023, quando o governo federal declarou Emergência em Saúde Pública. O avanço é atribuído à ampliação da detecção ativa da doença, com o número de testes saltando de 144 mil para mais de 257 mil exames anuais.
A crise de desnutrição, que chocou o país há três anos, também apresentou melhoras significativas. Os óbitos por falta de nutrientes caíram 53,2% entre 2023 e 2025. O acompanhamento nutricional de crianças menores de cinco anos cresceu, resultando no aumento do percentual de crianças com peso adequado, que passou de 45,4% para 53,8%. Paralelamente, os casos de desnutrição grave (muito baixo peso) foram reduzidos de 24,2% para 15,2% no período analisado.
Na área de imunização, os dados revelam que o esquema vacinal completo para menores de um ano mais que dobrou, atingindo 60,6% em 2025. Para crianças menores de cinco anos, a cobertura subiu de 47,4% para 78,3%. Segundo Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena, os resultados são fruto do fortalecimento da presença do Estado. A força de trabalho no território indígena foi triplicada desde o início da crise, contando atualmente com mais de 2.130 profissionais atuando diretamente nas aldeias e na Casai em Boa Vista.
Além do atendimento médico, intervenções de infraestrutura foram fundamentais para a promoção da saúde. O relatório destaca 261 intervenções em sistemas de abastecimento de água e a instalação de 61 sistemas de energia solar nas unidades de saúde. O Centro de Referência em Saúde Indígena de Surucucu, reformado recentemente, tornou-se o ponto central da assistência, realizando mais de 4,3 mil atendimentos ambulatoriais e centralizando exames de ultrassonografia e laboratoriais que antes exigiam remoção para a capital.
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Fonte: News Rondônia

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