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Especialistas veem “pausa operacional” em frágil cessar-fogo no Oriente Médio

O acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã é visto com ceticismo por especialistas em geopolítica e estratégia militar. Em análise à Agência Brasil, consultores alertam que a trégua temporária pode ser, na verdade, uma “pausa operacional” estratégica para que o Pentágono reabasteça munições e prepare uma ofensiva de larga escala. Atualmente, a mobilização aérea de Washington na região é descrita como colossal, envolvendo cerca de 500 aeronaves, o que representa um quarto de toda a frota militar norte-americana.
Segundo Rodolfo Queiroz Laterza, diretor do Instituto GSEC, o padrão de movimentação sugere que o governo de Donald Trump busca ganhar tempo para reorganizar unidades da Força Aérea. Laterza recorda que o padrão histórico dos EUA envolve promover bombardeios massivos para gerar “terra arrasada” antes de declarar vitória e retirar tropas, citando o exemplo do Vietnã em 1972. A centésima onda de ataques iranianos registrada nesta quarta-feira (8) reforça a precariedade do entendimento diplomático.
Outro fator determinante para a aceitação da trégua seria o esgotamento dos estoques bélicos americanos. O cientista político Ali Ramos destaca que, apenas na primeira semana de conflito, foram utilizados 800 mísseis Patriot, superando a capacidade de produção anual do país. Com estoques baixos e a necessidade de fornecer armamentos a aliados como Japão e Austrália, a pausa serviria para que aviões de carga C-130 levem novos suprimentos ao Oriente Médio para sustentar um possível “mega ataque” final.
Enquanto o Irã sofre pressão da China e de países do Golfo para se posicionar como um ator moderado na região, o governo de Israel atua na direção oposta. Especialistas avaliam que os bombardeios israelenses realizados nesta quarta-feira buscam implodir o acordo entre Washington e Teerã. Para Ali Ramos, a continuidade da guerra é uma questão de sobrevivência política para Benjamin Netanyahu. Em entrevista recente, Trump confirmou que o Líbano está fora da trégua “por causa do Hezbollah”, o que mantém o risco de uma escalada total iminente.
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Fonte: News Rondônia

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