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MPRO obtém condenação por homicídios ligados a disputa de terras em Machadinho

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve a condenação de dois réus por homicídios motivados por disputa de terras em Machadinho do Oeste. O julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri na última terça-feira (07/04), durou cerca de 14 horas. A mandante e o executor foram sentenciados a 29 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado.
As investigações e provas apresentadas demonstraram que os crimes ocorreram devido a conflitos de limites de propriedades. Além da questão geográfica, prejuízos financeiros em uma negociação imobiliária conduzida pela mandante serviram como combustível para a violência. Ambos saíram presos do plenário para o início imediato do cumprimento da pena.
Histórico de violência e ataques contra família
O caso de disputa de terras teve desdobramentos violentos que começaram em 2019. No dia 27 de abril daquele ano, um homem sofreu uma tentativa de homicídio dentro de sua propriedade rural, mas conseguiu sobreviver ao ataque. O crime gerou grande tensão na comunidade local na época.
Meses depois, em 25 de agosto de 2019, um novo ataque resultou na morte da mãe da primeira vítima. Ela foi assassinada enquanto trabalhava em uma sorveteria no Núcleo São Marcos, em Vale do Anari. No momento do crime, a mulher segurava a neta de apenas 3 anos no colo; a criança não foi atingida.
Atuação do Ministério Público e provas técnicas
A acusação foi liderada pelos promotores de Justiça Alisson Xenofonte e Eduardo do Carmo. O MPRO utilizou provas técnicas robustas para sustentar a tese de disputa de terras, incluindo laudos balísticos e interceptações telefônicas. Esse conjunto probatório foi essencial para que o Conselho de Sentença confirmasse o vínculo entre o planejamento e a execução dos crimes.
Familiares das vítimas acompanharam o julgamento e demonstraram forte emoção ao ouvir o veredito. O desfecho do caso foi visto como uma resposta necessária do Judiciário aos conflitos agrários na região. O trabalho do Ministério Público foi elogiado por encerrar uma espera de sete anos por justiça.
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Fonte: News Rondônia

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