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Operação Ganatum combate fraude de R$ 44 milhões no setor pecuário em Rondônia

A Polícia Civil de Rondônia integrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Ganatum para desarticular um esquema de sonegação de ICMS no setor pecuário. A ação, coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), investiga a simulação de venda de 30 mil cabeças de gado entre produtores rurais de Rondônia e compradores em Mato Grosso. Segundo os investigadores, o grupo utilizava documentos falsos e “laranjas” para ocultar os verdadeiros beneficiários das transações, gerando um prejuízo tributário superior a R$ 7 milhões aos cofres públicos.
A investigação aponta que propriedades rurais eram usadas para dar aparência de legalidade a movimentações de rebanho que, na prática, não ocorriam da forma declarada. Até o momento, a movimentação financeira identificada pela Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN) ultrapassa os R$ 44 milhões. Durante a operação, a Justiça autorizou o bloqueio de bens, incluindo veículos, imóveis, ativos mobiliários e criptoativos dos envolvidos, em montante suficiente para cobrir o dano causado à ordem tributária do estado.
As diligências foram realizadas simultaneamente em municípios de Rondônia e Mato Grosso. No estado rondoniense, os alvos foram localizados em Alvorada do Oeste, Colorado do Oeste, Presidente Médici e Seringueiras. Já em território mato-grossense, as buscas ocorreram em Araputanga, Jauru, Pontes e Lacerda e São José dos Quatro Marcos. A ação contou com o apoio direto do Ministério Público (MP-RO), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, fortalecendo a integração entre os órgãos de controle.
O nome “Ganatum” faz alusão ao lucro obtido por meio da fraude investigada na pecuária. Com a apreensão de dispositivos eletrônicos e novos documentos, a Polícia Civil espera identificar outros participantes do esquema e possíveis ramificações em outras cadeias produtivas. O CIRA reforçou que a recuperação desses ativos é fundamental para a manutenção de políticas públicas e que o combate a crimes contra a ordem tributária seguirá como prioridade para garantir a livre concorrência entre os produtores regulares.
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Fonte: News Rondônia

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