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Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

A Petrobras informou, na noite desta segunda-feira (6), a destituição de Claudio Romeo Schlosser do cargo de diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados. A decisão do Conselho de Administração acontece em meio a uma forte crise institucional gerada pelo leilão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, realizado no último dia 31 de março. No certame, o combustível foi vendido para distribuidoras com um ágio superior a 100% em relação ao preço de tabela, ignorando as diretrizes de controle de preços da companhia em um momento de escalada internacional do petróleo devido à guerra no Irã.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia criticado publicamente a operação, classificando o leilão como uma “bandidagem” feita contra a vontade da direção da estatal e do governo federal. Em resposta ao episódio, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) iniciou fiscalizações em refinarias para apurar suspeitas de práticas abusivas. Com a saída de Schlosser, que estava no posto desde março de 2023, a Petrobras anunciou que Angélica Laureano, atual diretora de Transição Energética, assumirá o comando da área de vendas e logística.
Além da dança das cadeiras na diretoria executiva, o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente interino do colegiado, em substituição a Bruno Moretti, que assumiu o Ministério do Planejamento. O governo federal já indicou o secretário de Política Econômica, Guilherme Santos Mello, para ocupar a presidência definitiva do conselho. A indicação de Mello, que possui vasta trajetória acadêmica e passagens por conselhos do BNDES e da PPSA, passará por análise de integridade e gestão antes da assembleia-geral marcada para os próximos dez dias.
As mudanças na cúpula da petroleira ocorrem simultaneamente ao anúncio de um pacote de medidas do governo para suavizar o impacto da alta dos combustíveis no bolso do consumidor, incluindo subsídios e zeragem de impostos para o diesel e o gás de cozinha. A Petrobras reforçou que as alterações buscam alinhar a estratégia comercial da empresa às políticas de estabilidade econômica defendidas pelo acionista controlador. A nova diretoria terá o desafio imediato de gerenciar a oferta de derivados no mercado interno sem repassar integralmente a volatilidade do cenário externo.
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Fonte: News Rondônia

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