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Conselho de Segurança da ONU rejeita resolução contra bloqueio do Irã no Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) rejeitou, nesta terça-feira (7), um projeto de resolução apresentado pelo Bahrein que visava condenar o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. A proposta, que representava os interesses dos países do Golfo Pérsico, recebeu os vetos decisivos da China e da Rússia, membros permanentes do colegiado. Embora tenha obtido 11 votos favoráveis incluindo de potências como Estados Unidos, Reino Unido e França, o texto foi criticado por focar exclusivamente nas retaliações de Teerã, sem mencionar as ofensivas militares prévias conduzidas por Israel e Washington contra o território iraniano.
A resolução defendia o direito dos Estados-membros de protegerem suas embarcações e garantia a liberdade de navegação em uma das rotas mais vitais do planeta, por onde transitam 20% do petróleo e gás mundiais. O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, lamentou o resultado, afirmando que a rejeição envia um “sinal errado ao mundo” sobre a impunidade em ameaças a vias navegáveis internacionais. Por outro lado, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, argumentou que o projeto buscava “punir a vítima” e oferecer cobertura jurídica para futuros atos de agressão contra a soberania de seu país.
O embaixador russo, Vassily Nebenzia, classificou a abordagem do texto como “errônea e perigosa”, comparando a ambiguidade da proposta à resolução de 2011 que culminou na desestabilização da Líbia. Segundo Nebenzia, a Rússia e a China devem apresentar em breve um projeto alternativo, focado em uma visão mais equilibrada das causas do conflito. No mesmo sentido, o diplomata chinês Fu Cong instou o Conselho a não se precipitar e culpou diretamente os EUA e Israel como instigadores da crise, pedindo o cessar imediato das ações militares ilegais de todas as partes envolvidas.
Do lado norte-americano, o embaixador Michael Waltz acusou Moscou e Pequim de se alinharem a um regime que busca “intimidar o Golfo”. Os EUA reforçaram que o Estreito de Ormuz não pode ser usado como “refém” ou instrumento de guerra por nenhum Estado. Enquanto o impasse diplomático persiste em Nova York, o Irã mantém o bloqueio para nações consideradas hostis, justificando que os países do Golfo tornaram-se alvos legítimos ao permitirem que seus territórios e espaços aéreos fossem utilizados como base para ataques contra a República Islâmica desde o final de fevereiro.
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Fonte: News Rondônia

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