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Missão Artemis 2 quebra recorde histórico de distância da Terra

Os quatro astronautas da missão Artemis 2, da Nasa, alcançaram nesta segunda-feira (6) o ponto mais profundo do espaço já visitado por seres humanos. A cápsula Orion, que partiu da Flórida na semana passada, ultrapassou a marca de 248 mil milhas (cerca de 400 mil km) da Terra, quebrando o recorde estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13. O marco histórico foi celebrado com uma mensagem gravada do falecido astronauta Jim Lovell, que deu as boas-vindas à tripulação à sua “antiga vizinhança”. A trajetória atual levará os viajantes a uma distância máxima de 252.755 milhas do nosso planeta, consolidando o avanço tecnológico de mais de meio século de exploração espacial.
A tripulação, composta pelos norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen, aproveitou o trajeto para atribuir nomes provisórios a crateras lunares anteriormente não designadas. Em um momento de emoção transmitido para o controle da missão em Houston, Hansen sugeriu que um ponto brilhante no limite entre os lados visível e oculto da Lua fosse batizado de “Carroll”, em homenagem à falecida esposa do comandante Wiseman. Outra cratera recebeu o nome de “Integrity”, em referência ao nome de batismo da cápsula Orion. Essas observações detalhadas servem como base científica para o mapeamento de regiões raramente visualizadas de forma direta.
Durante o sobrevoo pelo lado oculto da Lua, os astronautas enfrentaram breves apagões de comunicação enquanto o satélite bloqueava o sinal com a Rede de Espaço Profundo da Nasa. A cerca de 4 mil milhas da superfície lunar, a equipe utilizou câmeras profissionais para registrar fotos de alta resolução e descrever fenômenos geológicos em tempo real para cientistas no Centro Espacial Johnson. Um dos momentos mais aguardados foi o registro do “nascer da Terra” a partir do horizonte lunar, uma perspectiva invertida daquela que temos do nosso planeta. A missão de 10 dias é um teste crucial para o programa que pretende estabelecer uma base permanente na Lua na próxima década.
A série de missões Artemis, orçada em bilhões de dólares, tem como objetivo levar astronautas de volta à superfície lunar até 2028, servindo como preparação para futuras viagens tripuladas a Marte. A última vez que seres humanos caminharam na Lua foi em 1972, durante a missão Apollo 17. Com o sucesso do sobrevoo da Artemis 2, os Estados Unidos reafirmam sua liderança na corrida espacial contemporânea, buscando criar uma presença de longo prazo no polo sul lunar. Os dados coletados nesta segunda-feira serão fundamentais para garantir a segurança e a precisão dos próximos pousos tripulados planejados para os próximos anos.
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Fonte: News Rondônia

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