A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) desafiou o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o Estreito de Ormuz não retornará às condições de navegação anteriores ao conflito. Em comunicado divulgado neste domingo, 5 de abril, as autoridades iranianas declararam que estão estabelecendo uma “nova ordem” para o Golfo Pérsico, com regras de passagem definidas em parceria exclusiva com o Omã. Atualmente, cerca de 20% do petróleo e gás mundial transitam pela via, que permanece fechada para navios não autorizados por Teerã desde o início das hostilidades com Washington e Israel.
O acirramento da crise ocorre após Trump ameaçar lançar “o inferno” sobre o Irã caso o estreito não seja reaberto até esta terça-feira, 7 de abril. O presidente norte-americano condiciona o fim da guerra ao cumprimento de 15 pontos, que incluem o desmantelamento total dos programas nuclear e balístico iranianos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as exigências nesta segunda-feira, classificando-as como “ilógicas e excessivas”. O governo persa exige, em contrapartida, indenizações pelos danos de guerra e a retirada definitiva das bases militares dos EUA da região.
No campo militar, o Irã confirmou a morte do brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, chefe de inteligência da IRGC, vítima de um ataque aéreo israelense em Teerã. Como resposta, o Quartel-General Khatam al-Anbiya anunciou a 98ª onda de ataques contra interesses dos EUA e Israel no Oriente Médio. Segundo o porta-voz Ibrahim Zulfiqari, locais estratégicos em Tel Aviv, Haifa e Be’er Sheva foram alvejados, além de um navio porta-contêineres. O regime iraniano alertou que qualquer nova ofensiva contra alvos civis em seu território resultará em retaliações de intensidade multiplicada.
O impasse diplomático trava as tentativas de cessar-fogo e aumenta a instabilidade nos mercados globais de energia. Enquanto os Estados Unidos mantêm a pressão econômica e militar para forçar a reabertura da rota comercial, o brigadeiro-general Mohammad Akraminia afirmou que o objetivo iraniano é levar o inimigo ao “arrependimento genuíno” para evitar futuros conflitos. O cenário de guerra total permanece latente, com ambos os lados reforçando suas posições estratégicas e rejeitando termos de negociação que consideram desfavoráveis à soberania nacional ou à segurança regional.
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Fonte: News Rondônia