Cerca de 70 representantes indígenas de diferentes regiões de Rondônia embarcaram, no último fim de semana, rumo ao Distrito Federal, em Brasília, para participar do Acampamento Terra Livre (ATL). Os jovens integram a Juventude Indígena de Rondônia e se somarão a milhares de lideranças e representantes de povos originários de todo o país.
Realizado há mais de duas décadas, o Acampamento Terra Livre (ATL) consolidou-se como uma das principais mobilizações indígenas da América Latina, reunindo, anualmente, representantes de diversas etnias em defesa de direitos constitucionais e da implementação de políticas públicas voltadas aos povos originários. O movimento busca pressionar o governo federal e o Congresso Nacional por avanços concretos em pautas históricas, como a demarcação de terras e a proteção dos territórios tradicionais. “Nossa delegação indígena partiu hoje para mais uma edição do ATL, que há 22 anos reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país”, destacou Neidinha Cardozo, da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé.
Em Rondônia, a iniciativa conta com o apoio da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, que atua na defesa dos direitos socioambientais. Em publicações nas redes sociais, as ativistas Neide Cardoso e Luciana Oliveira destacaram a importância da participação da delegação rondoniense, especialmente em um contexto de crescente pressão sobre os territórios indígenas no estado.
Segundo elas, há preocupação com iniciativas do governo estadual e da Assembleia Legislativa que podem impactar áreas protegidas. Nesse cenário, a mobilização no ATL surge como uma estratégia de resistência e incidência política. “De Rondônia, são cerca de 70 indígenas, homens e mulheres, que se unem a outros povos para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios”, destacaram.
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Fonte: News Rondônia