No artigo, Mary Zaidan critica o impacto do impulsionamento de conteúdo político na internet sobre o equilíbrio das eleições. Para a autora, o modelo atual favorece candidatos com maior poder financeiro e amplia os lucros das grandes plataformas digitais.
O texto parte de exemplos recentes de movimentação de pré-candidatos nas redes sociais, antes do período oficial de campanha. Segundo a análise, mesmo com restrições legais, políticos utilizam lives, anúncios e estratégias digitais sem fiscalização efetiva.
A autora destaca que o impulsionamento funciona como compra de audiência. Pacotes pagos ampliam o alcance de publicações em plataformas como Google, Instagram, X, TikTok e Facebook, criando vantagem para quem dispõe de mais recursos.
Ela também aponta fragilidades na legislação eleitoral. Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleça regras para prestação de contas e uso de propaganda, muitas normas só passam a valer a partir de agosto, o que abre espaço para práticas antecipadas.
Outro ponto levantado é a desigualdade entre meios. Enquanto rádio, televisão e imprensa enfrentam restrições rigorosas para veiculação de propaganda paga, a internet tem regras mais flexíveis. Para a autora, isso cria um ambiente mais favorável ao investimento financeiro e menos à equidade entre candidatos.
O artigo cita dados de pesquisas e eleições anteriores para mostrar o crescimento dos gastos com publicidade digital e o aumento da relevância das redes sociais como fonte de informação política no Brasil.
Por fim, Mary Zaidan argumenta que, além dos riscos associados a desinformação e uso indevido de tecnologias, o impulsionamento pago compromete a igualdade na disputa eleitoral e fortalece economicamente as bigtechs. Na avaliação da autora, esse cenário não é compatível com os princípios da democracia.
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Fonte: News Rondônia