O governo do Irã desmentiu categoricamente, nesta quarta-feira, 1º de abril, as afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um suposto pedido de cessar-fogo por parte de Teerã. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, classificou as declarações de Trump como “falsas e infundadas”. A negativa oficial foi reforçada pela embaixada do Irã em Madri, que utilizou as redes sociais para desautorizar a narrativa de uma capitulação diplomática iraniana.
Horas antes, Trump havia anunciado em suas redes sociais que o novo líder do regime iraniano a quem descreveu como “mais inteligente que os predecessores” teria solicitado o fim das hostilidades. O presidente norte-americano impôs como condição para qualquer trégua a reabertura imediata e desimpedida do Estreito de Ormuz, ameaçando continuar a ofensiva militar até a “aniquilação” do país caso as exigências não sejam atendidas. Trump prometeu um pronunciamento oficial à nação para a noite de hoje.
O embate retórico ocorre em um momento crítico da guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o território iraniano. Em resposta, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial, gerando uma crise energética global que elevou o preço do barril para acima de US$ 100. O conflito já resultou em mais de 3 mil fatalidades, com impactos severos no Irã e no Líbano.
Apesar das ameaças de Trump de levar o Irã “de volta à Idade da Pedra”, o líder norte-americano também sinalizou na última terça-feira que previa uma retirada das tropas dos EUA do Oriente Médio em poucas semanas. A contradição entre a retórica de escalada militar e a previsão de retirada gera incertezas nos mercados internacionais e na comunidade diplomática, que aguarda o discurso programado para as 21h em Washington para entender os próximos passos da potência mundial no conflito.
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Fonte: News Rondônia