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POESIA: Colheita em Festa

Colheita em Festa

O sol aponta e o café floresce
No riso aberto da mulherada,
O grão vermelho no pé aparece
Desperta a lida na alvorada,
É o braço firme que fortalece
No início festivo da jornada.
O sol desperta no horizonte
E aquece a terra avermelhada,
A luz repousa sobre a fonte
Iluminando a caminhada,
O riso cresce leve e constante
Sobre a roça abençoada.
A brisa percorre o verde do chão
E dança leve no campo dourado,
As mãos trabalham com precisão
A peneira balança no compasso marcado,
O canto ecoa em cada direção
Pelo espaço iluminado.
Vestidos coloridos giram no vão
Na dança viva da melodia,
Vozes se unem em comunhão
Vibrando juntas em harmonia,
O cafezal segue em expansão
Transbordando em pura alegria.
O fruto brilha no pé maduro
Revelando o tempo da colheita,
Passo seguro enfrenta o futuro
Na lida forte que se respeita,
O suor constrói o pão mais puro
Na esperança que se enfeita.
Os cestos pesam no braço firme
Guardando histórias da caminhada,
As jovens colhem com gesto sublime
Sorrindo livres na madrugada,
Não há cansaço que as desanime
Na força viva da empreitada.
Peneiras soam no tom do ambiente
Num ritmo solto e bem marcado,
A mulherada segue valente
Enquanto o canto é entoado,
O campo pulsa forte e presente
Num cenário iluminado.
O cheiro do grão domina o ar
Trazendo o sonho da colheita,
O sol declina bem devagar
Pintando o céu com cor perfeita,
O corpo anseia por repousar
Na paz da missão satisfeita.
O sol se inclina no céu profundoDourando o terreiro com calma,As moças seguem no passo seguroCom leveza que encanta a alma,O dia repousa sereno e mansoGuardando a paz que acalma.
As vozes sobem num canto bonito
Num som que o tempo embala,
Ecoa longe como um rito
Que a fé no peito fala,
O gesto simples se faz bendito
E a gratidão nunca se cala.
Em Cacoal a vida floresce
No brilho da gente consagrada,
A mulher planta e fortalece
A força santa derramada,
O grão repousa e permanece
Na história que é celebrada.
O sol se deita atrás do monte
Encerrando a lida da jornada,
A luz se esconde no horizonte
Guiando a volta da caminhada,
O brilho dorme na velha fonte
E a noite chega abençoada.
Moiseis Oliveira da Paixão


Fonte: Tribuna Popular

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